sábado, 20 de outubro de 2007

De...

Meu corpo vazio (esse instrumento podre) repleto de silêncio.

Havia um tempo.

Existia um tempo diferente
Você olhava nos meus olhos
Cheirava os meus cabelos
Úmidos ainda,
E eu sabia que tudo ia dar certo.
Agora caminho do lado de fora
Rumo incerto
Garganta aberta de silêncio
Emudeci.
Pra nunca mais voltar a falar.

Jogo-me.



Eu sou a pessoa mais abandonada da face da terra.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Pra dia de São Nunca.

Eu me deixo cortar.
E ser abandonada.
Tenho certeza que vou morrer sozinha.
E no último suspiro de vida
Ao olhar em volta e não ver ninguém
E lembrar da vida que tive
Eu juro
Não vou deixar cair uma só lágrima.
Volto sozinha pro lugar de onde nunca devia ter saído.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Porra.


Pouca porra
Muita porra
Porra quentinha
Cheiro de porra
Porra dentro
Porra no olho(quando arde gostoso)
Beijo de porra
Mistura de porra com merda
Porra quando cola
Porra que jorra
Porra surpresa
Gostinho de porra o dia inteiro na boca.

Trilogia do cotidiano.

De súbito tive vontade de morrer.
Bebi o resto do uísque quente-aguado.
"Merda!"
Pensei já limpando os cortes do meu corpo.
A água escorria-fria.
Me vesti em silêncio e saí.
"Eu nunca mais trepo com esse cara
Foi a última vez
Eu juro."

(Saí com o coração apertado e uma baita dor no cú).
Vomitei o dia inteiro.
No fim do dia tomei um café, acendi um cigarro e fiquei pensando na morte da bezerra.
"Se for gravidez, porra, eu deixo."
Vomitei mais um pouco.
Pensei na noite anterior.
Fui andando pra Blow up.