segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Trilogia da língua fodida.


Primeiro dia da primavera.
Não vejo porra de flor nehuma.
Acordei com um travo na língua.
Acho que rompi algum músculo.

Não fui trabalhar hoje.
Merda de língua fodida.
Toquei uma siririca e fui dormir.
Língua
Lambuzada
Chupada
Louca
Lenta
Lambi tudo o quanto foi buceta hoje.
Primavera é tempo de mulher.
Voltei cedo da Blow up.
(Apareceu uma puta nova no pedaço).

sábado, 20 de outubro de 2007

De...

Meu corpo vazio (esse instrumento podre) repleto de silêncio.

Havia um tempo.

Existia um tempo diferente
Você olhava nos meus olhos
Cheirava os meus cabelos
Úmidos ainda,
E eu sabia que tudo ia dar certo.
Agora caminho do lado de fora
Rumo incerto
Garganta aberta de silêncio
Emudeci.
Pra nunca mais voltar a falar.

Jogo-me.



Eu sou a pessoa mais abandonada da face da terra.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Pra dia de São Nunca.

Eu me deixo cortar.
E ser abandonada.
Tenho certeza que vou morrer sozinha.
E no último suspiro de vida
Ao olhar em volta e não ver ninguém
E lembrar da vida que tive
Eu juro
Não vou deixar cair uma só lágrima.
Volto sozinha pro lugar de onde nunca devia ter saído.